No seu traçado, as bibliotecas em causa exprimem uma lógica de incerteza e de indeterminação inevitáveis. São como centauros, com metade de santuários, e metade de futuroscópios. Os seus tesouros extraídos do passado estão literalmente embutidos em santuários insonorizados e palidamente iluminados, feitos de vidros blindados e de madeiras preciosas. Não se destinam propriamente a ser tocados nem, por maioria de razão, consultados. Estatisticamente, e valendo isto tanto para a escala nacional e monumental como para o conjunto da região literária e universitária, as nossas bilbiotecas são colecções das colheitas da memória, arquivos classificados de textos escritos de todas as espécies - revelações, argumentação, imaginação, tabulação - dessa parte da história humana que cometeu a sua vida com a escrita.
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